﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>AgroCeleiro &#187; Controle biológico</title>
	<atom:link href="http://www.agroceleiro.com/tag/controle-biologico/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.agroceleiro.com</link>
	<description>O Site da Agricultura da Região Celeiro</description>
	<lastBuildDate>Wed, 18 Sep 2024 14:58:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
		<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
		<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=3.9.40</generator>
	<item>
		<title>Agrotóxicos e controle biológico: compatibilidade é avaliada em experimentos para controle da traça-do-tomateiro</title>
		<link>http://www.agroceleiro.com/agrotoxicos-e-controle-biologico-compatibilidade-e-avaliada-em-experimentos-para-controle-da-traca-do-tomateiro/</link>
		<comments>http://www.agroceleiro.com/agrotoxicos-e-controle-biologico-compatibilidade-e-avaliada-em-experimentos-para-controle-da-traca-do-tomateiro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2019 01:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Site Agroceleiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Reclamações e Sugestões]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas Agrícolas]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Rural]]></category>
		<category><![CDATA[Agrotoxicos]]></category>
		<category><![CDATA[Controle biológico]]></category>
		<category><![CDATA[Tomate]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.agroceleiro.com/?p=10138</guid>
		<description><![CDATA[Avaliar a utilização de agrotóxicos e sua compatibilidade com agentes de controle biológico (parasitoides) contra a traça-do-tomateiro é o principal objetivo dos experimentos que vêm sendo conduzidos desde 2018 na Embrapa Hortaliças, com resultados que têm permitido confirmar a eficácia dos métodos utilizados. “Em função do que tem sido observado até agora, as respostas têm sido [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 300; color: #666666; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Avaliar a utilização de agrotóxicos e sua compatibilidade com agentes de controle biológico (parasitoides) contra a traça-do-tomateiro é o principal objetivo dos experimentos que vêm sendo conduzidos desde 2018 na <a style="color: #6ca7e7;" href="http://www.embrapa.br/hortalicas"><span style="color: #000000;">Embrapa Hortaliças</span></a>, com resultados que têm permitido confirmar a eficácia dos métodos utilizados. “Em função do que tem sido observado até agora, as respostas têm sido bem promissoras”, assinala o pesquisador <a style="color: #6ca7e7;" href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/352358/alexandre-pinho-de-moura"><span style="color: #000000;">Alexandre Moura</span></a>, responsável pelos ensaios.</span></p>
<p style="font-weight: 300; color: #666666; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo ele, são realizadas duas avaliações por semana, visando o monitoramento das plantas para verificar o nível populacional da praga e, conforme o resultado, decidir se vai aplicar agrotóxico ou não. “Temos dois segmentos dentro da casa de vegetação, um que trabalha somente com o uso de agrotóxico e outro com o inimigo natural da praga, o parasitoide <em style="font-style: italic;">Trichogramma pretiosum</em>, aliado ao uso de agrotóxicos seletivos, quando necessário, justamente para medir o comportamento da praga em cada uma das situações”, explica.</span></p>
<p style="font-weight: 300; color: #666666; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essas avaliações têm mostrado que no segmento da casa de vegetação, onde só há a aplicação do agrotóxico, a necessidade de controle da praga é maior quando comparado com o segmento que trabalha com a liberação do parasitoide. “Assim, nessas condições, o parasitoide consegue controlar a praga e a quantidade de agrotóxicos que precisamos aplicar adicionalmente, para algum controle, é menor comparativamente àquele segmento que só utiliza agrotóxico”, sublinha o pesquisador.</span></p>
<p style="font-weight: 300; color: #666666; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-weight: bold;">Custo de produção</strong></span></p>
<p style="font-weight: 300; color: #666666; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O pesquisador observa também que, quando são empregados outros métodos de controle, o custo da produção também é influenciado, e aponta como exemplo o caso de produtores que fazem aplicações semanais, chamado de por calendário – alguns até a cada dois, três dias -  para controlar pragas em tomateiro, principalmente.</span></p>
<p style="font-weight: 300; color: #666666; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Moura chama a atenção para a importância do Manejo Integrado de Pragas (MIP), seguido nos experimentos, onde os agrotóxicos só são aplicados quando a população da praga atinge o nível de controle. “Além do custo elevado, o uso frequente de agrotóxicos pode atuar na contramão, isto é, influenciando no desenvolvimento de resistência da praga aos inseticidas, sem esquecer o problema da contaminação – muitas vezes, o tomate é comercializado poucos dias após a aplicação, então a quantidade de resíduo é grande”.</span></p>
<p style="font-weight: 300; color: #666666; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-weight: bold;">BRS Kiara</strong></span></p>
<p style="font-weight: 300; color: #666666; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O <a style="color: #6ca7e7;" href="https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/1057/tomate-brs-kiara"><span style="color: #000000;">BRS Kiara</span></a>, híbrido de tomate para consumo in natura, indicado tanto para cultivo protegido, quanto para campo aberto, é a cultivar utilizada no experimento. Lançada em 2012 pela Embrapa Hortaliças, o BRS Kiara foi desenvolvida em parceria com a <a style="color: #6ca7e7;" href="http://agrocinco.com.br/home"><span style="color: #000000;">empresa Agrocinco</span></a>, responsável pela comercialização das sementes. A cultivar foi escolhida para o experimento em virtude das suas características: pegamento estável de frutos, mesmo com temperatura elevada e durante o período chuvoso. Apresenta frutos arredondados e firmes, com peso de até 200 gramas e com boa aceitação comercial.</span></p>
<p style="font-weight: 300; color: #666666; text-align: justify;"><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/47379451/agrotoxicos-e-controle-biologico-compatibilidade-e-avaliada-em-experimentos-para-controle-da-traca-do-tomateiro" target="_blank">EMBRAPA</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.agroceleiro.com/agrotoxicos-e-controle-biologico-compatibilidade-e-avaliada-em-experimentos-para-controle-da-traca-do-tomateiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Controle biológico pode alcançar até 80% de eficiência contra ácaro-rajado na produção de morango</title>
		<link>http://www.agroceleiro.com/controle-biologico-pode-alcancar-ate-80-de-eficiencia-contra-acaro-rajado-na-producao-de-morango/</link>
		<comments>http://www.agroceleiro.com/controle-biologico-pode-alcancar-ate-80-de-eficiencia-contra-acaro-rajado-na-producao-de-morango/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2019 00:18:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Site Agroceleiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Reclamações e Sugestões]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas Agrícolas]]></category>
		<category><![CDATA[contra ácaro-rajado]]></category>
		<category><![CDATA[Controle biológico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.agroceleiro.com/?p=10051</guid>
		<description><![CDATA[Uso de controle biológico é uma das estratégias para reduzir os problemas associados à resistência de pragas e doenças A adoção do controle biológico, no âmbito do manejo integrado de pragas (MIP), pode obter até 80% de eficiência de controle contra o ácaro-rajado, principal praga do morango no Distrito Federal, especialmente no período seco e [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Uso de controle biológico é uma das estratégias para reduzir os problemas associados à resistência de pragas e doenças</span></strong></p>
<p style="color: #172938; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A adoção do controle biológico, no âmbito do manejo integrado de pragas (MIP), pode obter até 80% de eficiência de controle contra o ácaro-rajado, principal praga do morango no Distrito Federal, especialmente no período seco e quente do ano. A liberação dos inimigos naturais na lavoura, se realizada no momento exato e na quantidade correta, garante altos índices de controle e contribui para a redução do número de pulverizações de produtos químicos.</span></p>
<p style="color: #172938; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Nos últimos anos, os produtores de morango têm relatado uma menor eficiência do controle químico e isso acontece, principalmente, em função da resistência da praga aos produtos químicos (acaricidas) utilizados”, analisa o pesquisador Miguel Michereff Filho, da Embrapa Hortaliças (Brasília, DF). A falta de opção de produtos registrados para a cultura do morango e o uso indiscriminado, como o aumento da frequência de pulverização e/ou da dose usada, favorece o aumento da resistência do ácaro-rajado ao controle químico.</span></p>
<p style="color: #172938; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No último dia 16, o pesquisador explicou os princípios do MIP, com foco no morango, e deu ênfase ao controle biológico como estratégia para reduzir os problemas associados à resistência. “Quando a infestação por ácaro-rajado não é controlada, pode haver uma redução de 80% da produção de morango”, estima Michereff.</span></p>
<p style="color: #172938; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alem de outras vantagens , há uma economia indireta e outras vantagens associadas à adoção do MIP como, por exemplo, a redução entre 30% e 40% da frequência de pulverizações, o que contribui para a maior sustentabilidade da cultura. “Há também uma exigência do mercado consumidor por alimentos mais saudáveis, o que pode fazer o produtor repensar em outras vias de controle”, pondera o pesquisador.</span></p>
<p style="color: #172938; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Inimigos naturais</strong></span></p>
<p style="color: #172938; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os inimigos naturais do ácaro-rajado, recomendados para o controle biológico em plantios de morango, são ácaros predadores conhecidos como ácaros fitoseídeos. A utilização deles funciona muito bem nas regiões Sul e Sudeste porque eles são adaptados aos ambientes com umidade por volta de 60%. De acordo com Michereff, no Distrito Federal, especialmente no inverno, quando a umidade relativa apresente índices bem baixos, é preciso orientar os produtores sobre a liberação dos ácaros predadores para que eles permaneçam viáveis por mais tempo dentro da lavoura.</span></p>
<p style="color: #172938; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele recomenda que os produtores façam uma irrigação por aspersão nos plantios de morango, logo antes de efetuar a liberação dos inimigos naturais, porque isso cria um microclima com maior umidade, que é favorável à atuação dos ácaros predadores. “Os produtores precisam de conhecimento técnico para utilizar com eficácia o controle biológico. Antes de liberar o predador, é preciso cumprir algumas práticas culturais na lavoura e estabelecer condições favoráveis para que o inimigo natural possa agir no controle da praga”, comenta.</span></p>
<p style="color: #172938; text-align: justify;">MAPA</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.agroceleiro.com/controle-biologico-pode-alcancar-ate-80-de-eficiencia-contra-acaro-rajado-na-producao-de-morango/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Controle biológico no Brasil tem potencial de crescer 20% ao ano</title>
		<link>http://www.agroceleiro.com/controle-biologico-no-brasil-tem-potencial-de-crescer-20-ao-ano/</link>
		<comments>http://www.agroceleiro.com/controle-biologico-no-brasil-tem-potencial-de-crescer-20-ao-ano/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2019 16:08:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Site Agroceleiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas Agrícolas]]></category>
		<category><![CDATA[Controle biológico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.agroceleiro.com/?p=10046</guid>
		<description><![CDATA[O uso de biodefensivos agrícolas como estratégia de controle biológico de pragas e doenças tem potencial de crescimento anual de 20%, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio). Esses dados mostram que de 2017 para 2018 a indústria brasileira registrou 77% de expansão na comercialização dos insumos biológicos. O volume de vendas [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<h1 class="pages"><!--StartFragment--></h1>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">O uso de biodefensivos agrícolas como estratégia de controle biológico de pragas e doenças tem potencial de crescimento anual de 20%, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio). Esses dados mostram que de 2017 para 2018 a indústria brasileira registrou 77% de expansão na comercialização dos insumos biológicos. O volume de vendas saltou de R$ 262,4 milhões para R$ 464,5 milhões.</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">Para a ABCBio, o principal motivo para esse aumento é a maior taxa de adoção pelos agricultores de agentes biológicos contra pragas e doenças. E, de acordo com a entidade, ainda existe grande potencial de crescimento para os biológicos. “Nota-se que havia, e ainda há, uma demanda reprimida por soluções de defesa vegetal que resultem em menor impacto em termos de resíduos, principal característica dos agentes biológicos&#8221;, declara Arnelo Nedel, presidente da ABCBio.</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">“A adoção do controle biológico tem sido fomentada pela crescente resistência de insetos aos inseticidas químicos e pela urgência por um uso mais racional de agrotóxicos”, analisa o pesquisador Adeney de Freitas Bueno, da Embrapa Soja (PR).</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">Segundo dados da Embrapa, cerca de 80% das pragas podem ser controladas pela ação dos inimigos naturais presentes na lavoura de soja, quando se adota as estratégicas preconizadas pelo Manejo Integrado de Pragas (MIP).  “O que acontece é que a aplicação abusiva de inseticidas, na hora errada, com produtos muito tóxicos, acaba eliminando esse controle biológico natural”, alerta Bueno.</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;"><span style="background-color: #ffffff;">A Embrapa Soja é uma das unidades da Embrapa que vem conduzindo pesquisas tanto relacionadas ao controle biológico natural (incentivo à manutenção de agentes naturais no campo para controlar pragas agrícolas) quanto para controle biológico aplicado ou aumentativo (quando se libera intencionalmente predadores, parasitoides ou entomopatógenos das pragas na lavoura).</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">Bueno explica que, no campo, o controle natural das pragas agrícolas é feito por fungos, vírus e bactérias, além de insetos benéficos que têm o hábito de predar, parasitar ou infectar as pragas que afetam a soja. “Os inimigos naturais têm o papel de manter as populações de pragas em níveis mais equilibrados”, conta. “O produtor precisa conservar esse controle biológico natural aplicando as boas práticas agrícolas preconizadas nos manejos integrados de pragas, plantas daninhas e doenças. O uso racional dos agrotóxicos é uma das medidas para preservar esse controle biológico natural e permitir que ele mostre o seu potencial”, avalia. Assim, mesmo que o produtor não compre ou utilize nenhum biodefensivo em sua lavoura, o controle biológico irá ocorrer naturalmente.</span></span></p>
<h3><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;"><strong>Drones para liberar os agentes</strong></span></span></h3>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">O pesquisador conta que o controle biológico para soja foi muito usado nas décadas de 1980 e 1990 com a aplicação de baculovírus para o manejo da lagarta da soja. Atualmente, seu uso voltou com o registro de outros baculovírus para controle das lagartas helicoverpa e spodoptera, por exemplo. Também há no mercado os parasitoides de ovos de lepidopteros como a “vespinha” <em>Trichogramma pretiosum</em>.</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">“Apesar do grande mercado potencial, a liberação intencional de agentes biológicos na soja ainda é um desafio, porque faltam equipamentos que facilitem o processo de aplicação, cenário que vem aos poucos se alterando com a redução de custo no uso de drones”, explica o pesquisador.</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">Nesse sentido, a utilização de drones é uma alternativa para tornar mais competitivo o uso do controle biológico, assim como outros processos de mecanização na aplicação e na criação massal controlada desses agentes de controle. “Ao baratear o custo de aplicação com o uso de drones, a tecnologia vai se tornando mais competitiva”, diz o pesquisador. “Também penso que a mecanização no processo de criação e multiplicação dos agentes de controle biológico, em nível massal, pode ser incrementada e baratear o custo do produto”, destaca Bueno.</span></span></p>
<h3><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;"><strong>Registro de produtos biológicos</strong></span></span></h3>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">Diferentemente dos produtos utilizados em controle químico, os biológicos podem ser registrados por alvo biológico, ou seja, por praga. Dessa forma, podem ser aplicados em qualquer cultura na qual a praga esteja presente, a não ser que haja restrições de algum órgão estadual.</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">Bueno explica que os inimigos naturais são multiplicados em laboratório ou casas de criação e liberados nas lavouras para atacarem as pragas. No Brasil, existem duas vias de registro de um produto: seguindo as regras gerais de registros de produtos fitossanitários ou as regras específicas para aqueles a serem usados na agricultura orgânica, onde na maioria das vezes o produto biológico vem se encaixando.</span></span></p>
<div class="box-agencia" style="background: #eef4ff; padding: 10px 20px; float: left; border: 1px solid #5bbffe; border-radius: 8px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.2) 1px 1px 3px; margin: 20px 0px; color: #666666; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;"><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;"><a style="transition-property: color; transition-duration: 0.2s; transition-timing-function: ease-out; color: #6ca7e7; text-decoration-line: none;" href="https://www.embrapa.br/documents/10180/3258437/190813+Helicoverpa+na+soja/fba37166-ff4d-83f4-c6d1-499c2bf9cc9d?t=1565632783288" target="_blank"><img style="border-bottom-color: white; border-left-color: white; border-top-color: white; border-width: 1px 0px 1px 1px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.4) 2px 2px 5px; float: left; height: 177px; margin: 10px 50px 10px -100px; max-width: 100%; transform: rotate(-5deg); vertical-align: middle; border-style: solid initial solid solid;" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/3258437/190813+Helicoverpa+na+soja/fba37166-ff4d-83f4-c6d1-499c2bf9cc9d?t=1565632783288" alt="" /></a></span></span></p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;"><strong>Principais agentes biológicos</strong></span></span></h3>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">A Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) mantém um site com informações sobre a biologia de parasitoides, predadores, patógenos e antagonistas utilizados em programas de controle biológico no Brasil. Existem hoje 70 indústrias de produtos biológicos e alguns bioinseticidas registrados e disponíveis no mercado nacional. O produto mais antigo registrado é originário da bactéria <em>Bacillus thuringiensis</em> (“Bt aplicável”), que é usado para controle de lagartas.</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">Além do Bt aplicável, o uso de baculovírus é também bastante comum. Os baculovírus são vírus específicos utilizados no controle de algumas espécies de lagartas. O primeiro vírus como um produto comercial registrado para a soja foi <em>Baculovirus anticarsia</em>, usado para controlar a lagarta anticarsia. Depois foram introduzidos no mercado o <em>Baculovírus spodoptera</em> e o <em>Baculovirus helicoverpa</em>. Bueno explica que existem empresas que estão trabalhando na mistura de vírus, o que possibilitaria o controle de um número maior de espécies de lagartas por um custo mais baixo, deixando o baculovírus mais atrativo comercialmente. “A oferta de um produto a base de mistura de baculovírus para controlar um maior espectro de lagartas com o mesmo custo de aplicação revolucionará o mercado, porque atualmente esses inseticidas biológicos são bem específicos”, explica.</span></span></p>
<h3><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;"><strong>Vespinhas</strong></span></span></h3>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">Existem ainda os parasitoides de ovos conhecidos como “vespinhas”. Uma delas é o <em>Trichogramma pretiosum,</em> que quando liberado parasita os ovos de mariposas que dão origem às lagartas, impedindo seu desenvolvimento antes de eclodirem. E também o parasitoide de ovos de percevejos, <em>Telenomus podisi</em>, que está ainda em fase de registro nos órgãos competentes.</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">Bueno explica que ovos com essas “vespinhas” são liberados em campo muito próximo da sua emergência em cartelas biodegradáveis ou com pulverização das pupas dos parasitoides sem qualquer proteção sobre as plantas. O ideal é que o produtor distribua, da forma mais homogênea possível no campo, ou utilize um drone para distribuir os parasitoides que estão dentro dos ovos hospedeiros. “Ao nascer, os parasitoides vão fazer seu trabalho no campo: parasitar os ovos das pragas”, detalha.</span></span></p>
<h3><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;"><strong>Fungos</strong></span></span></h3>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">Entre os agentes biológicos utilizados estão os fungos que causam doenças em alguns insetos ou ácaros predadores. “São opções que poderão ocorrer em maior intensidade na soja, à medida que os produtos biológicos se tornarem mais competitivos comercialmente com os químicos hoje existentes”, prevê.</span></span></p>
</div>
<h3><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;"><strong>MIP reduziu pela metade os inseticidas na soja</strong></span></span></h3>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">O sucesso do MIP-Soja pode ser observado nos resultados do estado do Paraná. A adoção do Manejo Integrado de Pragas em propriedades assistidas pela Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Paraná (Emater-PR) e Embrapa, nos últimos cinco anos, por exemplo, gerou uma redução de cerca de 50% no uso de inseticidas. Além disso, nas áreas que adotam o MIP, a primeira pulverização de inseticida ocorre, em média, 60 dias após o plantio. Nas áreas tradicionais, essa primeira aplicação ocorre cerca de 30 dias após o plantio. “O produtor amplia em 30 dias o prazo da primeira aplicação de inseticida, o que preserva os inimigos naturais por mais tempo no campo, melhorarando o controle biológico natural”, explica.</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">O Manejo Integrado também colabora com o controle biológico das pragas, porque ao usar racionalmente os fungicidas, por exemplo, também se preserva por mais tempo alguns fungos benéficos que atuam no controle de pragas.</span></span></p>
<div class="box-agencia" style="background: #eef4ff; padding: 10px 20px; float: left; border: 1px solid #5bbffe; border-radius: 8px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.2) 1px 1px 3px; margin: 20px 0px; color: #666666; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;"><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;"><a style="transition-property: color; transition-duration: 0.2s; transition-timing-function: ease-out; color: #6ca7e7; text-decoration-line: none;" href="https://www.embrapa.br/documents/10180/3258437/190813+-+Mofo+Branco/6cd106a3-62f5-72ad-34ca-a6cdad57668f?t=1565634167143" target="_blank"><img style="border-bottom-color: white; border-left-color: white; border-top-color: white; border-width: 1px 0px 1px 1px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.4) 2px 2px 5px; float: left; height: 177px; margin: 10px 50px 10px -100px; max-width: 100%; transform: rotate(-5deg); vertical-align: middle; border-style: solid initial solid solid;" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/3258437/190813+-+Mofo+Branco/6cd106a3-62f5-72ad-34ca-a6cdad57668f?t=1565634167143" alt="" /></a></span></span></p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;"><strong>Controle biológico do mofo-branco</strong></span></span></h3>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">O fungo <em>Sclerotinia sclerotiorum</em>, que promove o mofo-branco na haste da soja, também vem sendo combatido com controle biológico. Ensaios para o controle químico e biológico do mofo-branco foram realizados na safra 2018/2019 em diferentes regiões produtoras (Paraná, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso) por instituições de pesquisa públicas e privadas que compõem a Rede de Avaliação de Fungicidas para Controle de Doenças na Cultura da Soja.</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">O pesquisador Maurício Meyer, da Embrapa Soja, reforça a importância da integração de diferentes medidas de manejo &#8211; o controle químico, o biológico e o manejo cultural &#8211; para garantir mais eficiência no combate ao mofo-branco. Segundo ele, o manejo cultural pressupõe que se faça boa cobertura do solo com gramíneas pela produção de palhada na entressafra. “A palhada funciona como filtro, evitando que os esporos responsáveis por iniciar a infecção atinjam as plantas de soja”, destaca.</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;"><span style="font-size: 14px;">Por outro lado, a palhada também favorece o controle biológico de <em>S. sclerotiorum</em>, que ocorre principalmente pela ação de microrganismos que parasitam e degradam as estruturas de sobrevivência do fungo no solo, reduzindo a doença nas áreas infestadas. “Os biofungicidas testados pela Rede de Avaliação inibiram a capacidade de produção de esporos do fungo, o que pode contribuir para a redução da incidência de mofo-branco.”</span></span></p>
</div>
<p><!--EndFragment--> Fonte: <a href="https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/45574867/controle-biologico-no-brasil-tem-potencial-de-crescer-20-ao-ano" target="_blank"><span style="color: #008000;">EMBRAPA</span></a></p>
<p><!--EndFragment--></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.agroceleiro.com/controle-biologico-no-brasil-tem-potencial-de-crescer-20-ao-ano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Controle biológico é o caminho natural da agricultura</title>
		<link>http://www.agroceleiro.com/controle-biologico-e-o-caminho-natural-da-agricultura/</link>
		<comments>http://www.agroceleiro.com/controle-biologico-e-o-caminho-natural-da-agricultura/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Oct 2017 17:46:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Site Agroceleiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agroceleiro]]></category>
		<category><![CDATA[Controle biológico]]></category>
		<category><![CDATA[natural]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.agroceleiro.com/?p=6137</guid>
		<description><![CDATA[“O uso mais sustentável com a associação de tecnologias de agroquímicos com fisioativadores e produtos biológicos é o futuro não apenas para o controle de pragas e doenças na agricultura, mas também para a qualidade do alimento que chega à mesa do consumidor final”. A afirmação é de Marcelo Zanchi, Diretor de Marketing Brasil da [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #434343;"><span style="color: #000000;">“O uso mais sustentável com a associação de tecnologias de agroquímicos com fisioativadores e produtos biológicos é o futuro não apenas para o controle de pragas e doenças na agricultura, mas também para a qualidade do alimento que chega à mesa do consumidor final”. A afirmação é de Marcelo Zanchi, Diretor de Marketing Brasil da Arysta LifeScience, e foi feita durante o painel Controle Biológico de Pragas e Doenças, na ESALQSHOW 2017. “O controle biológico é fundamental, especialmente porque a sociedade demanda produtos mais sustentáveis, com menos resíduos e mais amigáveis ao meio ambiente”, completou.</span></p>
<p style="color: #434343;"><span style="color: #000000;">Zanchi reforça que já é incontestável a relevância do tema Biossoluções e manejo integrado de pragas e doenças a partir da junção do uso dos agroquímicos, dos Fisioativadores e dos produtos de Biocontrole. “Não visamos apenas o desenvolvimento de soluções que ajudem o agricultor a elevar sua produtividade. Vamos além. Nosso foco é contribuir decisivamente para melhorar a qualidade, a segurança e o valor nutricional dos alimentos levados às nossas mesas, reduzindo os impactos ambientais e gerando valor para toda a cadeia produtiva”.</span></p>
<p style="color: #434343;"><span style="color: #000000;">O Diretor de Marketing Brasil da Arysta ressalta que o caminho da produção de alimentos de origem vegetal está no biocontrole e o uso de biodefensivos e de insumos que atuam na fisiologia vegetal, analisando a planta como um ser desde o momento em que se coloca a semente no solo até o seu ciclo vegetativo. “É preciso saber como integrar todos esses controles de maneira a contribuir não somente com o aumento da produtividade, mas fazer com que o agricultor tenha redução de custos por unidade produzida”, explica Marcelo Zanchi.  </span></p>
<p style="color: #434343;"><span style="color: #000000;">“Acreditamos na adoção dos biodefensivos e na integração de soluções de maneira sustentável e eficiente. Também destacamos a relevância da ESALQSHOW em termos técnicos, pelo alto nível dos participantes e pela própria importância da ESALQ, como instituição de educação, pesquisas e fomento de novas tecnologias”, destaca Zanchi.</span></p>
<p style="color: #434343;"><span style="color: #000000;">grupocultivar.com.br</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.agroceleiro.com/controle-biologico-e-o-caminho-natural-da-agricultura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
