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Intenção do Paraná em retirar vacina contra febre aftosa pressiona RS a rediscutir imunização

mai 12, 2015 AgroCeleiro Noticias, Pecuária Corte 0


Intenção do Paraná em retirar vacina contra febre aftosa pressiona RS a rediscutir imunização

Passados quase 15 anos do mais traumático episódio de febre aftosa no país, na cidade gaúcha de Joia, o enfrentamento da doença ganha outro viés no Rio Grande do Sul. Com Santa Catarina livre da doença sem vacinação desde 2007 e o Paraná se organizando para alcançar o mesmo status, o Estado reflete sobre a retirada da vacina para conquistar mercados de carne mais exigentes e não ficar isolado na Região Sul.

 

Os últimos focos da doença no Estado ocorreram em 2001 — quase um ano após o caso de Joia. Desde então, as cerca de 14 milhões de cabeças são vacinadas anualmente — em maio, animais de todas as idades, e em novembro, só bovinos de até 24 meses.

No país, os últimos registros foram há 10 anos. Em 2005, a enfermidade foi constatada no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Com a América do Norte e a Europa livres de aftosa sem vacinação e países do Cone Sul caminhando na mesma direção, a retirada da imunização é vista como natural, mas não tão simples.

Coordenador de um dos grupos de trabalho encarregados de analisar as condições de sanidade animal e controle de fronteiras, Bernardo Todeschini, chefe do Serviço de Saúde Animal do Ministério da Agricultura no Estado, esclarece que a vacina ajuda a reduzir a incidência da doença com 80% de eficácia, mas não previne a entrada do vírus.

— As duas etapas da campanha de vacinação demandam quase seis meses de trabalho. Nesse período, os técnicos poderiam reforçar a vigilância sanitária e o controle de divisas e fronteiras.

Nesta quarta-feira, as primeiras conclusões das atividades do grupo serão apresentadas ao Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e, depois, aos demais setores envolvidos.

— Queremos contribuir para criar condições que permitam retirar a vacina. A avaliação deve ser técnica — diz Rogério Kerber, presidente do Fundesa.

Conforme Grazziane Rigon, coordenadora do programa de erradicação da febre aftosa da Secretaria Estadual da Agricultura, há pontos críticos a serem avaliados, como fiscalização de fronteiras, vigilância em propriedades de risco e capacidade de resposta imediata em caso de emergência sanitária.

— Temos deficiências como a necessidade de um número maior de fiscais agropecuários — admite.

Criação de suínos seria beneficiada


Rafael Fichtner, de Eldorado do Sul, imunizou rebanho de 200 cabeças na semana passada (Foto Lauro Alves / Agência RBS)

Para Kerber, o avanço sanitário qualificará a produção de carnes, especialmente a criação de suínos.

— O potencial para aumentar as exportações nos maiores mercados importadores de carne suína, como Japão e México, é enorme. Hoje, não vendemos a esses países pelo status sanitário — explica Kerber.

Mas o entendimento sobre os benefícios não é consenso entre pecuaristas. Presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber destaca que a vacinação não tem impedido que a carne brasileira chegue a mercados importantes.

– Estamos na iminência de conquistar outros mercados gigantes, como China e Estados Unidos.

O maior receio, pondera Weber, é de que um surto de aftosa leve todo o esforço água abaixo:

– Sejamos todos ou nenhum. O risco de retirar a vacina isoladamente é muito grande.

Campanha no Paraná pode ser a última


Foto Lucas Carlos da Silveira, Especial, BD

Com R$ 109 milhões de orçamento neste ano, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) trabalha desde 2012 para obter status livre de febre aftosa sem vacinação. A campanha iniciada neste mês pode ser a última. Antes de novembro, quando está prevista a segunda etapa de imunização, o governo pedirá uma auditoria do Ministério da Agricultura.

Diretor-presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz adianta que os Estados e países vizinhos serão chamados para reuniões antes disso:

– Somente a avaliação do Ministério da Agricultura vai dizer se estamos capacitados para a retirada da vacina. Não iremos nos aventurar se não houver segurança para isso.

Para obter o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o Estado reformou 23 postos de fiscalização nas divisas com São Paulo e Mato Grosso do Sul e na fronteira com o Paraguai, abriu novas unidades, investiu em viaturas e contratou servidores – na semana passada, foram chamados 169 funcionários concursados para somar-se aos 760 técnicos.

Ainda assim falta consenso. Entidades ligadas à sanidade argumentam que as ações não podem ser restritas à criação de barreiras.

– O comprometimento não pode ser apenas do governo – aponta Cezar Amin Pasqualin, presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Paraná (Sindivet).

Segundo a entidade, há dúvidas sobre a movimentação de animais entre Estados e países. Hoje, criadores compram terneiros no Mato Grosso do Sul, por exemplo, para recria no Paraná. Pela normativa que regula a circulação de animais, a operação não será mais possível em caso de retirada da vacina.

ENTREVISTA — Júlio Pompei, integrante da Panaftosa

“É preciso se preparar bem, pois é uma viagem sem volta”

Coordenador de cooperação técnica do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa), Júlio Pompei crê que a retirada da vacina é uma evolução natural a ser alcançada pela América do Sul até 2020. Para isso, é preciso avaliar custos e benefícios da medida e obter consenso.

O que precisa ser feito para alcançar o status livre de aftosa sem vacinação?

Para se enquadrar nas normas exigidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) é preciso cumprir requisitos técnicos que vão da análise do sistema de vigilância sanitária, passando pelo controle eficiente até o volume de recursos necessários para cobrir esses gastos. No momento em que se para de vacinar, por exemplo, a responsabilidade será toda do governo. Em resumo, é preciso analisar os custos e os benefícios da medida, em um grande consenso.

Qual a situação mundial hoje?

A América do Norte e a Europa já alcançaram o status livre de aftosa sem vacinação, assim como o Chile. Argentina e Bolívia têm parte do rebanho livre da vacina também. No Brasil, o único Estado a ter o status é Santa Catarina, todos os demais ainda imunizam.

No caso do Rio Grande do Sul, quais seriam os ganhos?

Certamente o setor mais beneficiado seria a produção de suínos, que chegaria a mercados mais exigentes, alcançados hoje por Santa Catarina, por exemplo. A produção bovina, claro, também ganharia. Um país não vende carne, mas sanidade e qualidade. Com certificação de livre de aftosa sem vacinação, as carnes bovina e suína terão comércio mundial aberto.

E os riscos?

O Rio Grande do Sul faz fronteira com dois países: Argentina e Uruguai. Suas fronteiras devem ser muito controladas para evitar que animais contaminados ingressem no país.
O risco maior é a reintrodução do vírus. E uma coisa é o vírus voltar a circular em um rebanho totalmente vacinado e, outra, em um rebanho sem vacinação. O estrago seria enorme, de perda de mercados a custos para erradicação da doença.

O que ainda dificulta a retirada da vacina?

O risco regional. Em 2012, tivemos foco da doença no Paraguai. Venezuela também teve casos recentes da doença. O risco está por perto, e isso ainda nos deixa receosos. A febre aftosa é um indicador de sanidade. O fato de um país ou região ser livre, sem vacinação, representa que o nível sanitário é superior, em relação não apenas a aftosa, mas a outras enfermidades também. É preciso se preparar bem, é uma viagem sem volta.

 

 

Fonte: ZH

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